Peste suína na China pode aumentar exportações de soja do Brasil

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Postado dia 15/05/2019 as 14:18


“China produz e consome mais da metade da carne suína mundial”

A ocorrência de peste suína na China, com estimativa de perda na produção da ordem de 20% aumenta a expectativa de maior demanda chinesa por soja brasileira, afirma Gustavo Chavaglia, Presidente da Aprosoja SP, e do Sindicato Rural de Ituverava que afirma: “Caso não haja um direcionamento chinês para compras de soja ao mercado brasileiro que confirme a necessidade de importação de carne suína pela China, o Brasil poderá ser um fornecedor. Resta saber se a China virá ao mercado brasileiro e se o Brasil terá capacidade de suprir a necessidade chinesa por proteína suína, podendo ser um exportador de carnes, assim como de soja e milho”.

A China produz e consome mais da metade da carne suína mundial. Com a epidemia estima-se perda de 134 milhões de cabeças – sobre um total de 684 milhões.

Segundo informações do Governo chinês, o país vai impor tarifas mais altas a uma série de produtos norte-americanos, respondendo a um aumento de tarifas que os Estados Unidos anunciaram na semana passada. Isso abriria espaço para um possível aumento de exportações do Brasil, no entanto, as notícias de menor demanda chinesa frente à PSA deixam o mercado confuso até para alguns especialistas, que aguardavam reações positivas nos preços da soja. “Algumas notícias relatam a possibilidade de menor importação chinesa por conta da PSA, que acomete o rebanho chinês”, reitera Chavaglia.

“Frente a alguma frustração de produção da AL, dificuldade de plantio nos EUA, real depreciado, taxação americana sobre produtos chineses e vice-versa, o mercado de commodities, principalmente para a soja, vem demonstrando pouca reação nos preços. Mesmo com a guerra comercial ChinaXEUA, a principal bolsa precificadora (CBOT) mantém cotações com valores abaixo do que os produtores esperavam. Porém, somente hoje, os prêmios sinalizam uma reação”, afirmou o presidente da Aprosoja SP.

Com os EUA subindo tarifas e a China retaliando, aumenta a expectativa de maior demanda chinesa por soja brasileira, informou à Reuters o Cepea, da Esalq/USP. Apesar da alta no prêmio, o produtor está relutante em negociar mais soja, pois de acordo com o Cepea, a tabela do frete do governo inviabiliza muitos negócios. Algumas informações, como relatórios do USDA, remetem a volumes de produção e estoques acima do que se esperava.

Fonte: FAESP